Desocupados


 (man-937665_960_720Mt. 20:1-6) “Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu pela manhã a contratar trabalhadores para a sua vinha. E tendo ajustado com os trabalhadores por um denário ao dia, enviou-os para a sua vinha. Saindo perto da terceira hora, viu outros que estavam no lugar desocupados; e lhes disse: Vão também vós para a minha vinha, e lhes darei o que seja justo. E eles foram. Saiu outra vez perto da sexta hora e da nona, e fez o mesmo. E saindo perto da décima primeira hora…”

Os Hebreus dividiam o dia em doze horas, do amanhecer até o ocaso. Então, aqui faltava uma hora para que acabasse o dia de trabalho, exatamente o memento em que o dono da vinha “…achou outros que estavam desocupados; e lhes disse: por que estais aqui todo o dia desocupados?”.

A vinha representa a obra que o Senhor nos designou. Se estivermos fora da vinha, estamos desocupados. Como Deus considera nossa vida fora da vinha? Não importa quantas coisas façamos para nós mesmos, quantos planos desenvolvemos, até mesmo ministérios criamos ou quanta riqueza acumulemos. Para Deus, este é um tempo desocupado, sem proveito, sem fruto. É um tempo que não conta, não existe.

A vinha do Senhor é o nosso campo de trabalho. Somente investindo nosso tempo nela podemos ser achado úteis, ocupados, dando fruto. Isso não significa que tenhamos que deixar todas as nossas ocupações terrestres para nos dedicar à obra do Senhor em tempo integral. Não. Significa, simplesmente, estar no lugar que Deus quer, fazendo realmente o que Deus quer que façamos ou seja, no centro da vontade do Pai.

Você está no lugar certo ou está fora da vinha? Talvez considere que esteja fazendo muita obra para Deus, mas mesmo assim, pode estar fora da vinha. Lembra que é a

“Sua vinha, não nossa vinha, Seus trabalhos e não nossos trabalhos”.

Creio que isso acontece na vida de muitos homes de Deus. Pelo menos na minha vida foi assim. Quando estamos muito atarefados ou muito desgastados servindo ao Senhor, chega um momento em que nos cansamos e nos perguntamos: “Será que estou realmente fazendo a obra ou vontade de Deus?”. Esta pergunta pode gerar um grande conflito pois tudo o que fazemos fora da vinha é tempo perdido, é trabalho inútil, é obra sem valor para Deus !

Na parábola, esse dia de doze horas da manhã até a tarde representa a nossa vida. Se pensarmos que você pode estar na ultima hora de sua vida eu te pergunto:

Como você está agora?

Desocupado, fazendo muitas coisas pra você mesmo?

Está realmente servindo na vinha do Senhor?

Como está ocupando os seus dias?

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“NÓS TEREMOS FOME DO QUE NOS ALIMENTA”


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A fome é o elemento principal pelo qual nós iremos ou não buscar a Deus. Deste modo deveremos ter em mente que nós temos total controle do nosso apetite, não Deus. A questão é: “Quais apetites e anseios nós iremos desenvolver?”

 

 

 

 

  • Porque muitos cristãos tem um relacionamento superficial com Deus?
  • Porque eles não procuram um profundo, e mais consistente relacionamento com Ele?
  • O que está os segurando?
  • O que iria os acender e fazê-los responder a seu chamado para se aproximarem?

RESPOSTA – “É a nossa fome e sede de conhecê-lo”.

Davi clamou, (Sl. 42.2.4)

“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:

Quando irei e me verei perante a face de Deus?

As minhas lágrimas tem sido meu alimento dia e noite;

Enquanto me dizem continuamente;

O teu Deus onde está?

Lembro-me destas coisas;

E dentro de mim se me derrama a alma”.

  • Lembro-me = “zacar”em hebraico que quer dizer “reter no pensamento”dicionário VINE diz que essa palavra grega e inglês , significa: “Mais do que recordar”

Isso de fato mostra a fome insaciável que Davi tinha por Deus. Essa fome faz com que venhamos a nos achegar a Deus sem olhar para os obstáculos que enfrentaremos.

 

“ORAÇÃO EQUIVOCADA”

Muitos oram, “Senhor aumenta minha fome por Ti”. Ainda assim isto não é correto. Nós somos o que determinam a nossa fome, não ele.

(Pv. 27.7)“A alma farta pisa em favo de mel, mais a alma faminta todo amargo é doce.”

Se nossa alma estiver cheio de entretenimentos, prazeres e desejos deste mundo, com certeza irá desprezar doce favo da amizade de Deus.Se nossa alma está sobrecarregada pelos desejos desta vida, podemos até não desprezar, mais pegaremos leve. O grau em que estamos cheios das coisas do mundo, determina a nossa resposta para o chamado DEle.

EX: “Quando comemos uma comida e ficamos satisfeitos, e vamos a um lugar onde a comida é muito superior, não importa a qualidade da comida não sentimos a mínima vontade de comer”.

 

“EXEMPLO DE DAVI”

Davi foi um homem de muitos servos e riquezas, e de fato ele entregou para seu filho Salomão:

  • 100.000 talentos de ouro = 4.000 toneladas de ouro;
  • 1000,000 de talentos de prata = 40.000 toneladas de prata;
  • E bronze e ferro em tal abundância, que nem foram pesados;

(1 Cr 22.14). 

E mesmo assim como Davi se descreve?

“Inclina, Senhor, os ouvidos e reponde-me, pois estou aflito e [pobre] necessitado”

(Sl 86.1). ele se declara pobre e necessitado! e ele não podia estar sendo político com Deus, pois estava sendo inspirado por Ele. Ele estava cativado pela fome divina, completamente desesperado por INTIMIDADE.

Davi nunca deixou que suas riquezas saciassem o apetite de sua alma. (Sl.42.3)

 

 “UMA PALAVRA AOS PASTORES”

(Oséias 4.9)“Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castigá-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago de suas obras”.

  • Poderíamos facilmente dizer: “Como é o Pastor assim é o povo – se falta paixão ao Pastor, o povo é indiferente também”.

 

“SEU TERMÔMETRO ESPIRITUAL”

Recaídas não começam quando estamos enrolados em pecados etc. NÃO, recaídas começam quando nos achamos indiferentes às escrituras e coisas de Deus, acontecem quando estamos mais atraídos pelas coisas naturais do que as coisas de Deus.

A fome é seu termômetro espiritual.  Um sinal de enfermidade espiritual é a falta de apetite pelas coisas de Deus, e sinal de saúde é fome pela palavra e presença de Deus.

 

“GUARDANDO O QUE É MAIS PRECIOSO”

(Pv. 4.23)“Sobre tudo que se deve guardar, guarda o coração”.

Não há nada mais importante para nós guardarmos, prestar a atenção ou proteger. As pessoas guardam aquilo que consideram ter mais valor para elas.  E Deus diz que o que temos de mais precioso na terra são nossos corações. A partir daí saberemos reconhecer o espírito do mundo que está em inimizade com o Espírito Santo.

  • Quais cuidados, desejos, e prazeres que você está mais vulnerável? E como eles podem diminuir sua fome pelo “doce favo de mel” da amizade de Deus?
  • Como você avalia seu apetite espiritual? Satisfeita, faminta, ou indiferente?
  • Quais os passos você pode dar hoje para guardar seu coração? Existe alguma “porcaria” espiritual em sua dieta que precisa ser eliminada?

 

(Sl. 107.9) “Porque Ele sacia o sedento e satisfaz plenamente o faminto”.

nEle,

Rafael Maroun

“A Suprema Ambição de um Apóstolo “


A Suprema Ambição de um Apóstolo 
por T. Austin-Sparks

 

“Que eu possa conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, tornando-se conformado na sua morte” (Filipenses 3:10).

Existem algumas palavras nos escritos deste homem, que revelam o quão comprometido com o Senhor Jesus ele era. Todo o contexto é um derramamento consumado de seu coração para Aquele que, segundo ele, “o apreendeu”, e ele concentra tudo em uma breve sentença: “Que eu possa conhecê-lo”.

A coisa impressionante sobre a ambição expressada é o momento em que ela é feita. Aqui está um homem que teve uma revelação e conhecimento de Jesus Cristo maior do que qualquer outro homem até aquele momento. Esse conhecimento começou – como ele disse – quando “aprouve a Deus revelar o seu Filho em mim”. Esso início devastou-o, e mandou-o para o deserto para tentar compreender as suas implicações. Mais tarde, ele foi “arrebatado ao terceiro céu e ouviu palavras inefáveis, que (disse ele) não era lícito ao homem referir”. Entre e em torno dessas duas experiências, há evidências de um crescente conhecimento de Cristo. Aqui, depois de tudo isso, perto do fim de sua vida, ele clama com paixão: “Para que eu possa conhecê-lo.”

O mínimo que podemos dizer sobre isso é que o Cristo em vista era um grande Cristo, de fato, que supera a maior capacidade e compreensão do homem. Isto está em tremendo contraste com o Cristo limitado de nosso reconhecimento e apreensão! Como há muito mais em Cristo do que cada um de nós já viu! Mas temos de quebrar nosso versículo. Ele é dividido por suas principais palavras, e pode-se afirmar em suas quatro frases.

(1) O sentimento que governa: “Que eu possa conhecê-lo.”

(2) O poder eficaz: “O poder da sua ressurreição.”

(3) A base essencial: “A comunhão dos seus sofrimentos.”

(4) O princípio progressivo: “Conformado com a sua morte.”

 

1. O sentimento que governa

 “Que eu possa conhecê-lo.”

 Aqui um pouco de estudo de palavras é útil e necessário. Na língua original do Novo Testamento há duas palavras para “conhecendo” ou “conhecimento” ou “saber”. Eles ocorrem em numerosas ocasiões e conexões através do Novo Testamento.

Uma dessas palavras tem o significado de conhecimento por informação; algo que nos foi contado, aprendido pela leitura, por relatório. É, em especial, o conhecimento que vem pela observação, estudo, pesquisa, ou fala. É preferivelmente o conhecimento sobre as coisas, pessoas, etc. A outra palavra tem o significado de uma experiência pessoal, íntima familiaridade e conhecimento interior. Às vezes há um prefixo que dá o significado de “pleno conhecimento” (epi). A segunda dessas palavras e significados é a que Paulo está usando e empregando aqui: “Que eu possa ter ou ganhar mais do conhecimento de Deus que é a experiência pessoal por conhecimento pessoal, vivendo, em primeira mão um relacionamento com ele.”

Isso remove tudo, do terreno da mera teoria, do intelecto, e aquilo que está sendo dito. É o resultado e o efeito de um ato do Espírito Santo dentro de si. É por isso que Paulo relaciona com esse conhecimento “o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos”. É de conhecimento poderoso, nascido da experiência profunda. E este é o único verdadeiro conhecimento de Cristo! É plantado ou forjado no profundo da vida interior.

 

2 . O poder eficaz

 “O poder da sua ressurreição.”

 Embora haja um aspecto futuro em toda a declaração, ou seja – a consumação na glória – devemos entender que em cada uma dessas frases Paulo está pensando nesta vida. Mesmo no versículo seguinte, onde ele fala de alcançar a “ressureição dentre os mortos”, ele está pensando principalmente na ressurreição presente do espiritual e moral. Ele já havia conhecido algo desse poder. Sua conversão foi assim. Uma e outra vez, quando ele mencionou “morte, muitas vezes” ele sabia disso. Talvez a maior de todas as suas experiências foi a de Ásia e Listra (II Coríntios 1:9; Atos 14:19-20 ) .

O poder da ressurreição e da vida é o conhecimento de Cristo. É assim que nós o conhecemos, e isso está disponível para todo crente. É para a resistência, para a superação, para o cumprimento do ministério, para manter o testemunho do Senhor no mundo, para cada necessidade demandada em relação aos interesses e glória de Cristo. Ele coloca a vida em uma base sobrenatural. É o poder da Sua ressurreição, o maior milagre da história.

 

3 . A base essencial

 “A comunhão dos seus sofrimentos.”

 Neste contexto, há algumas coisas que devemos imediatamente colocar de lado. Houve sofrimentos de Cristo que não compartilhamos, e não somos chamados a compartilhar, embora, por vezes, parece haver uma linha muito pequena e fina entre eles.

Nós não compartilhamos os sofrimentos expiatórios de Cristo. Há todo um terreno de sofrimento que era só dEle. A obra da redenção do homem era apenas Sua, por nós. Quando Aquele que não tinha pecado foi feito pecado por nós, Ele estava sozinho, até mesmo Deus o abandonou – naquele momento eterno. Sobre esse fato toda a verdade da sua Pessoa única se apóia, e todo o sistema de sacrifício perfeito descansa, no Cordeiro imaculado.

Mas, quando tudo isto é aceito e estabelecido, há sofrimentos de Cristo pelos quais temos comunhão com Ele. Nós também, por causa dEle, podemos ser desprezados, e rejeitados pelos os homens. Podemos ser desacreditados, condenados ao ostracismo, perseguidos, ridicularizados, torturados e até mesmo “mortos”, tanto em um ato e “por todo o dia”. Paulo fala de um resíduo dos sofrimentos de Cristo, que ele estava ajudando a completar a medida por “amor do seu corpo que é a Igreja”. Esta é outra, e diferente, área e sistema de sofrimento. Paulo encarava isso como uma honra e algo com o que se alegrar, porque era para Aquele a quem ele amava tão profundamente. Mas ele também viu que esse sofrimento com e por Cristo provia uma base para conhecer a Cristo e o poder da Sua ressurreição. Este Apóstolo concordaria que só quem conhece essa comunhão verdadeiramente conhecem o Senhor. Sabemos disso! É perfeitamente evidente que a real utilidade no sentido espiritual sai do lagar, e “os que sofreram mais tem mais para dar”. Não há nada de artificial sobre o fruto de Cristo.

 

4 . O Princípio Progressivo

  “Tornar-se conformado na Sua morte.”

 É importante para compreender o Apóstolo perceber que ele não estava pensando em conformidade com a morte de Cristo como o fim de tudo. Seu real significado é que ele deveria aumentar no conhecimento de Cristo, conhecer o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-se com a Sua morte. Sua morte – de Cristo – estava por trás, algo que, no início, e a história espiritual do crente é um trabalho de volta para o que essa morte significava. Ela significou o fim do “velho homem”, crucificação para a mente e vontade do mundo, o fechamento da porta para todo um sistema que não era centrado em Cristo e governado por Cristo.

Tudo isso tinha sido afirmado e apresentado nas cartas iniciais de Paulo, mas tinha um significado que teve de ser progressivamente real e verdadeiro na experiência espiritual. O significado da morte de Cristo – Paulo ensinou – deveria ser a história interior do crente, e isso exercitaria – progressivamente – no poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos. Assim é que, por ser conformado à sua morte, ele chegaria ao conhecimento mais completo dEle e daquele poder Divino. É sempre assim.

O sentimento governante abre o caminho para o poder eficaz, e o poder para realizar, pela base essencial, através do princípio progressivo de conformidade com a Sua morte.

Da revista “Uma Testemunha e um Testemunho”, publicado em setembro- outubro de 1969, Volume 47-5.
Origem: “ “An Apostle’s Supreme Ambition”

“Assassina”


108220411O primeiro sintoma de afastamento sempre aparece em forma de murmuração. Aqueles que se ofendem com Deus não estão sendo apenas tolos como também estão se opondo diretamente a Ele. Pelo contrário, estão resistindo à sua palavra ou à sua liderança. Os filhos de Israel se queixaram dos seus líderes, mais Moisés respondeu-lhes: “As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor”. (Êx 16:8)

A murmuração é uma assassina ! Ela produzirá um curto circuito na vida de Deus em você mais rápido do que qualquer outra coisa ! A murmuração, indiretamente, diz ao Senhor: “Eu não gosto do que está fazendo e minha vida e se eu fosse o Senhor, faria diferente”. A murmuração não é nada mais do que uma manifestação de insubordinação contra a autoridade de Deus. Ela é extremamente evidente ! Deus odeia a murmuração !

“… Fazei tudo sem murmurações nem contendas”. (Fl 2:14)

Repudie a linguagem do inferno, e seja cheio do Espírito ! como?

“falando entre vós com salmos, hinos e e de todo coração ao Senhor, e cotidianamente dando graças por tudo a Deus, o Pai, em Nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Ef 5:19-20)

nEle,

#FalandoEntreVós

 

“Crer é obedecer e obedecer é crer”


158094993As escrituras retratam um significado muito diferente para a palavra “crer”. Ela significa mais do que um reconhecimento da existência de Jesus; traz consigo a obediência à palavra de Deus e à sua vontade. Isto está explicado em Hebreus 5:9 “E tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem”. Crer é obedecer e obedecer é crer ! A prova da fé de Abraão foi sua obediência correspondente. Ele ofereceu seu precioso filho a Deus. Nada, nem mesmo seu filho, significou mais para Abraão do que obedecer a Deus. Essa é a verdadeira fé. É por isso que Abraão é honrado como o pai da fé (Rm 4:6).

Nós vemos essa mesma fé e graça evidente no meio da Igreja hoje?

“Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires aos meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas. Saltas a tua boca para o mal, e a tua língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe”. (Sl 50:16-20)

Deus Pergunta: “Poque você prega a minha palavra se não me obedece? Porque engana os outros e a si mesmo? Ele diz a eles:

“Tens feito estas cousas e me calei; pensavas que eu era teu igual: mas eu te aguirei e porei tudo à tua vista”. (Sl 50:21)

nEle,

“O Sermão sem fim”


universoO próprio universo anuncia a glória do Senhor. Leia as palavras inspiradas de Davi: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo”. (Sl 19:1-4)

Pare por um momento e pondere sobre a amplitude ilimitada do Universo. Faça isso você terá uma vaga idéia da glória ilimitada de Deus! Nas palavras de Davi: “O Universo proclama a glória de Deus”. A criação de Deus não é limitada à terra, ela abrange até mesmo o Universo desconhecido. Ele organizou as estrelas nos céus com seus dedos (Sl 8.3).

Para a maioria de nós, é difícil compreender a imensidão do Universo. Além do nosso Sol, a estrela mais próxima está a 4,3 anos-luz de distância. Vamos explicar o seguinte: a luz viaja à velocidade de 299.727 quilômetros por segundo, não por hora, mas por segundo. Isto é, aproximadamente 1.078.030.000 quilômetros por hora. Nossos aviões voam a aproximadamente 800 quilômetros por hora. A órbita da lua está a aproximadamente 384.551 quilômetros da terra. Se viajássemos de avião a lua, isso levaria dezenove dias. Mas a luz consegue chegar lá em 1,3 segundos!

Vamos continuar. O Sol está a 149.637.000 quilômetros da terra. Se você tomar um avião a jato hoje a viajar rumo ao Sol, sua jornada levaria mais de vinte e um anos! E isso sem parar! Onde você estava vinte e um anos atrás? Isso é muito tempo. Você pode imaginar voar esse longo tempo, sem um momento de intervalo, para chegar ao Sol? Para aqueles que preferem dirigir… Bem, essa façanha não poderia ser feita em toda a vida. Levaria aproximadamente duzentos anos, não incluindo qualquer parada para abastecer o carro ou descansar! Porém, a luz viaja essa distancia em meros oito minutos e vinte segundos Vamos deixar o Sol e passar para a estrela mais próxima. Nós já sabemos que ela está a 4,3 anos-luz da terra. Se construíssemos um modelo em escala da terra, do Sol e da estrela mais próxima, o resultado seria o seguinte: em proporção, a terra se reduziria ao tamanho de um grão de pimenta, e o Sol seria do tamanho de uma bola de oito polegadas de diâmetro. De acordo com essa escala de medidas, a distancia da terra ao Sol seria de quase vinte e quatro metros, que é apenas um quarto da largura de uma campo de futebol. Mas, lembre-se de que para medir essa distancia de vinte e quatro metros, um avião levaria mais de vinte e um anos! Assim, se essa é a proporção da Terra em relação ao Sol, você consegue imaginar a que distancia a estrela mais próxima estaria da nossa Terra de grão de pimenta? Você pensaria em mil metros, dois mil ou talvez três mil metros? Nem sequer chega perto disso.

Nossa estrela mais próxima seria colocada a 6,4 mil quilômetros distante do grão de pimenta! Isso significa que se você colocar a terra grão de pimenta em San Diego, Califórnia, a estrela mais próxima em nosso modelo em escala seria posicionada para lá da cidade de Nova York, no Oceano Atlântico, mais de mil e quinhentos quilômetros dentro do mar! Para alcançar essa estrela mais próxima através de avião, levaria aproximadamente uns cinqüenta e um bilhões de anos, sem parar! Isto é, 51.000.000.000 de anos! Contudo, a luz dessa estrela viaja para a Terra em apenas 4,3 anos!

Vamos ampliar este pensamento. A estrelas que você vê à noite, a olho nu, estão de cem a mil anos-luz de distância. Porém, há algumas estrelas que você pode ver a olho nu, que estão a quatro mil anos luz. Eu nem mesmo poderia tentar calcular a quantidade de tempo que levaria para um avião alcançar apenas uma dessas estrelas. Mas, pense nisto: a luz viaja a uma velocidade de 299.727 quilômetros por segundo, e ainda leva quatro mil anos para chegar a Terra. Isso significa que a luz dessas estrelas foi lançada antes de Moisés dividir as águas do mar vermelho e viajou uma distância de um bilhão, setenta e oito milhões e trinta mil quilômetros por hora, sem reduzir a velocidade ou sem para então, e está chegando na terra neste exato momento! Mas essas são apenas as estrelas na nossa galáxia, que é um ajuntamento vasto de normalmente bilhões de estrelas. A galáxia na qual moramos é chamada via láctica. Assim, vamos continuar. A galáxia mais próxima da nossa é a de Andrômeda. Sua distancia de nossa galáxia é de aproximadamente 2,31 milhões de anos-luz! Imagine, mais de dois milhões de anos luz de distância! Nós já chegamos ao limite de nossa compreensão? Os cientistas calculam a existência de bilhões de galáxias, cada uma delas contendo bilhões de estrelas. Elas tentem a se agrupar. A galáxia de Andrômeda e a nossa via láctica são parte de um agrupamento podem conter outro tanto de milhares de galáxias.

O the Guinness Book of Word Records (o livro de recordes mundiais) afirma que, em junho de 1994, foi descoberto um novo grupo de galáxias em forma de casulo. O comprimento desse grupo de galáxias foi calculado em seiscentos e cinqüenta milhões de anos-luz! Você pode imaginar quanto tempo levaria levaria para atravessar de avião uma distancia tão vasta?

O the Guinness Book of Word Records também afirma que o mais remoto objeto já visto pelo homem parece estar a mais de 13,2 bilhões de anos-luz de distancia. Nossas mentes finitas nem mesmo podem começar a entender a distancia dessa imensidão. Nós mal conseguimos ver as extremidades dos grupos de galáxias, quanto mais as extremidades do universo. E Deus pode medir tudo isso com a palma de sua mão! Para completar, o salmista nos diz: “

Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome. Grande é o Senhor nosso, e mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir (Sl 147.4,5). Ele não somente pode contar os bilhões e bilhões de estrelas, mas sabe o nome de cada uma delas! Não é de se admirar que o salmista exclame: “seu entendimento não se pode medir”. 

Salomão disseMas, de fato habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até os céus dos céus, não te podem conter… (1 Rs 8.27) você está conseguindo compreender

melhor a glória de Deus?

Extraído do livro – O Temor do Senhor (John Bevere)