“Papai Noel do céu”


papai noelMuitas mensagens que tenho ouvido nos últimos anos nos púlpitos, televisão, rádios, redes sociais e etc. tem dado uma aparência de Deus de “Papai Noel do céu”, cujo o desejo é nos dar tudo o que quero e na hora que quero. É IMPOSSÍVEL  que isso não gere uma obediência curta e por motivos egoístas. Pais que criam seus filhos desta maneira acabam formando crianças mimadas. Crianças mimadas não conseguem ter um respeito verdadeiro pelas autoridades, principalmente quando não conseguem o que querem e quando querem. Sua falta de reverência pela autoridade a leva a ficar ofendido contra o próprio Deus.

Como podemos desejar restauração, se ao mesmo tempo nos afastamos de sua glória? Como a obediência pode prevalecer quando a desobediência e a rebelião são consideradas normais entre nós? Que Deus restaure seu santo temor no meio do seu povo e os traga de volta para si, para lhe dar a glória a honra e a obediência devida.

Ele prometeu: “Porém, tão certo como eu vivo e como toda a terra se encherá da glória do Senhor”. (Nm 14:21)

Nele,

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“Estar com ele”


O evangelho de Marcos nos mostra um detalhe não consignado nos outros três evangelhos em relação à eleição dos doze apóstolos: “E estabeleceu a doze, para que estivessem com ele, e para enviá-los a pregar”(3:14). A expressão que chama a nossa atenção é: “para que estivessem com ele”.

Nesta frase está contida a primeira grande vocação de todo apóstolo e de todo obreiro do Senhor: “Estar com ele”. Não há aqui um convite para o estudo, nem para realizar ainda uma obra determinada, mas para estar com uma Pessoa. Quantas coisas teria significado para aqueles apóstolos? Não podemos saber. Mas há nisto um sinal que nos sugere, ao menos, contemplação, comunhão e transformação.

“Estar com ele” é o início de tudo, é a fonte e motor de toda obra de Deus. A condição do homem é muito vil para que ele possa iniciar algo de si mesmo. Não poderia, tomando como base a sua própria visão, recursos e iniciativas, empreender algo para Deus. É preciso que entre no lugar secreto para contemplar a Deus. Após essa contemplação surgirá a comunhão. Haverá um ouvir, um aprender, um adorar, e até é possível que surja finalmente uma “amizade”, termo este que, tratando-se de Deus, pode parecer até sacrílego, mas que é possível, e que é o mais alto que um homem pode aspirar.

Como poderia alguém ousar “ir pregar” sem ter estado primeiro “com ele”? Como pode alguém ousar fazer a obra sem primeiro ter sido enviado? O Senhor Jesus não enviou os seus discípulos para pregar sem haver estado com ele algum tempo. Isto explica por que se realiza tanta obra que Deus não mandou fazer; por isso há tantos obreiros que não conhecem o modelo da obra de Deus.

“Estar com ele” não só é uma demanda para que os que aspiram servir-lhe, mas também é um privilégio, ao que muitos hoje ainda são chamados. Igual a ontem, ele ainda segue chamando os que queiram ouvir, para que estejam com ele. Em seguida, se conseguir estarem quietos algum tempo, sentados aos seus pés, desprezando todo o resto para ouvir-lhe, então ele poderá enviá-los, ao seu devido tempo, para fazer exatamente o que ele quer, e nada mais.

Fonte: Águas Vivas

“Renovação da mente”


“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:2)

“a despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; a vos renovar no espírito da vossa mente.” (Ef 4:22-23)

A mente é a parte principal da alma, e dela dependem muitas coisas na vida espiritual de um discípulo de Jesus. Uma mente conformada  com o mundo trará consigo muitos problemas; no entanto, uma mente renovada permitirá a necessária transformação da alma, até chegar a ser um veículo eficaz para a obra do Senhor.

A mente tem a dianteira em todas as coisas que concernem ao nosso caminhar cristão. Por causa que a mente tem seus velhos caminhos tantas vezes percorridos quando ainda não conhecíamos a Deus, na vida nova, é preciso que eles sejam trocados, que a mente seja renovada. Poderíamos ter uma vida nova no coração e uma mente velha em nossa alma. Isto é perfeitamente possível, e lamentável.

Os caminhos de Deus são altos, e estão fora do alcance de nossa mente terrena. É preciso ser renovados na mente para conhecê-los. Os caminhos de Deus são também espirituais, e não podem ser conhecidos por mentes carnais.

A Bíblia diz que Deus mostrou a Israel suas obras, mas a Moisés os seus caminhos. Para ver as obras de Deus não se requer nenhuma faculdade especial, pelo contrário, para conhecer os caminhos de Deus se requer uma mente renovada, uma certa intimidade com Deus.

Conhecer e seguir a vontade de Deus requer uma renovação constante da mente, pois facilmente podemos ficar ancorados no passado, dando voltas em torno de experiências velhas. Por isso Paulo diz: “Uma coisa faço: esquecendo das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão adiante, prossigo pro alvo…” (Fl. 3:13-14).

Há a tendência natural de fixar as idéias, os pensamentos e respostas para tudo. Há cristãos que dão voltas em círculos por mais de quarenta anos, até caírem cansados no deserto. Mas a perfeita vontade de Deus será conhecida por aqueles que renovaram a sua mente.

Como renovamos nossa mente? Com a Palavra de Deus. Ela abre vias, por meio das atuações de Deus no passado, para as novas atuações de Deus. Deus opera em nós – e no mundo visível– por meio da sua palavra. Ele criou todas as coisas por meio da palavra, e também as sustenta por meio de sua palavra.

A palavra de Deus é criadora, e renovadora. A palavra de Deus é viva, e ela nos comunica a vida de Deus, os pensamentos atuais de Deus a respeito de todas as coisas. A palavra de Deus quebra as nossas rotinas, nossos prejuízos, nossas várias maneiras de pensar. A palavra de Deus sopra ares divinos à nossa mente.

Fonte:   Águas  vivas

“Perder para ganhar”


“Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).

 

O Senhor nos dá mediante este texto das Escrituras a seguinte expressão: Quanto maior a perda por amor ao Senhor, maior é a liberdade. Quanto mais retermos aquilo que nos pertence, pertence a nossa carne, à nossa alma, maior é a escravidão.

No conhecimento de Cristo Jesus nossa vida, Ele nos ensina a renunciar a tudo quanto possuímos, até mesmo a nossa própria vida. Quando recebemos esta Palavra de renuncia, a princípio o fardo se torna imenso. Somos agarrados a muitas coisas, ligados afetivamente a muitas pessoas, principalmente a familiares e relacionamentos que temos no mundo, mas é nessa perda que consiste a nossa total liberdade.

O reter, preservar ou cuidar do que é nosso, nos leva à servidão, mas o despojar delas nos leva a uma total liberdade. Aleluia! “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26-27, 33).

Não há perda maior que a morte, e é esse o sentido de carregar a cruz como Jesus ensina. Quando negamos a nós mesmos, levamos a nossa cruz e o seguimos, levamos a morte sobre nós, sobre as nossas coisas, sobre os nossos afetos, sobre tudo e sobre todos, daí passamos desfrutar da liberdade que há em Cristo Jesus.

O amor não busca os seus próprios interesses (I Cor. 13.5), e quando Jesus nos diz que é para renunciar a tudo quanto temos, e até a nossa própria vida, Ele não está buscando o seu interesse, mas o nosso. Ele está nos amando e nos conduzindo a verdadeira liberdade, despojado de todo o cuidado, ansiedade, preocupação; de tudo o que nos escraviza.

O conhecimento de Cristo nosso Senhor é a verdadeira liberdade: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32). Conheça esse amor e essa liberdade. A perda daquilo que é temporal se tornará em ganho daquilo que é eterno.

Águas Vivas