Archive for dezembro, 2011


“Perder para ganhar”

 ”Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). 

O Senhor nos dá mediante este texto das Escrituras a seguinte expressão: Quanto maior a perda por amor ao Senhor, maior é a liberdade. Quanto mais retermos aquilo que nos pertence, pertence a nossa carne, à nossa alma, maior é a escravidão.

No conhecimento de Cristo Jesus nossa vida, Ele nos ensina a renunciar a tudo quanto possuímos, até mesmo a nossa própria vida. Quando recebemos esta Palavra de renuncia, a princípio o fardo se torna imenso. Somos agarrados a muitas coisas, ligados afetivamente a muitas pessoas, principalmente a familiares e amigos que temos no mundo, mas é nessa perda que consiste a nossa total liberdade.

O reter, preservar ou cuidar do que é nosso, nos leva à servidão, mas o despojar delas nos leva a uma total liberdade. Aleluia! “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26-27, 33).

Não há perda maior que a morte, e é esse o sentido de carregar a cruz como Jesus ensina. Quando negamos a nós mesmos, levamos a nossa cruz e o seguimos, levamos a morte sobre nós, sobre as nossas coisas, sobre os nossos afetos, sobre tudo e sobre todos, daí passamos a gozar da liberdade que há em Cristo Jesus.

O amor não busca os seus próprios interesses (I Cor. 13.5), e quando Jesus nos diz que é para renunciar a tudo quanto temos, e até a nossa própria vida, Ele não está buscando o seu interesse, mas o nosso. Ele está nos amando e nos conduzindo a verdadeira liberdade, despojado de todo o cuidado, ansiedade, preocupação; de tudo o que nos escraviza.

O conhecimento de Cristo nosso Senhor é a verdadeira liberdade: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”(João 8.32). Conheça esse amor e essa liberdade. A perda daquilo que é temporal se tornará em ganho daquilo que é eterno.

Fonte: Águas vivas

“Três homens representativos”

Em 1ª Coríntios se faz uma clara radiografia do homem. Nela encontramos três classes de pessoas: o homem natural, o homem carnal e o homem espiritual.

1. O homem natural. Este é o homem não regenerado. Vive na esfera da sua mente, dos seus pensamentos, e é, portanto, inimigo de Deus. Ele não conhece a Deus nem os caminhos de Deus. Por mais refinada que seja a sua alma, e excelentes os seus gostos, é um homem que caminha para o inferno. O menor dos filhos de Deus é superior a ele em chamada, vocação e destino.

2. O homem carnal. Em 1ª Coríntios, Paulo perfila muito bem o caráter do homem carnal. Ele ainda é um menino, espiritualmente falando. Não é capaz de assimilar o ensino espiritual; é propenso a ciúmes e às dissensões. As obras do cristão carnal mencionadas em Gálatas 5:19-21, podem ser divididos em 5 grupos. 1) Pecados que mancham o corpo; 2) comunicações pecaminosas com obras satânicas; 3) temperamento pecaminoso; 4) seitas e grupos religiosos; e 5) lascívia.

3. O homem espiritual. Watchman Nee resume assim as características de um homem espiritual. Elas abrangem o seu espírito, alma e corpo. a) A vida de Deus inunda toda a sua pessoa, de modo que os seus componentes vivem pela vida do espírito e funcionam na força do espírito. b) Não vive uma vida anímica (da alma). Todo pensamento, imaginação, sentimento, idéia, simpatia, desejo e opinião foi renovado e purificado pelo Espírito e foi submetido ao seu espírito. c) Em seu corpo, o cansaço físico, a dor e a necessidade não obrigam o espírito a cair do seu estado elevado. Cada membro do corpo se converte em instrumento de justiça.

Oswald Smith, em ‘A investidura do poder’, relaciona o homem natural, o carnal e o espiritual com as três etapas da vida do povo de Israel, que é a sua representação e figura. Para o homem natural é o Israel no Egito; para o homem carnal é o Israel no deserto; para o homem espiritual, é o Israel além do Jordão.

No Egito, a vida de Israel é de absoluta escravidão, em que o trabalho é a única ocupação, e os gozos da vida são uma sombra posta a serviço de faraó. No material, ele sofre da escravidão do trabalho; no espiritual, a escravidão dos ídolos. O homem se acostuma tanto a este estado, que não conhece a voz da liberdade, nem tampouco aceita pagar o preço para obtê-la.

No deserto, o homem vai com Deus; no entanto, a lei deixa descoberto a sua pecaminosidade. Colocado em aperto, desobedece, e é condenado a vagar quarenta anos. Israel não tem horizontes, a não ser a morte. Não há gozos duradouros, mas sim os que lhe permitem as circunstâncias presentes. Vive pela vista e pelos apetites da sua alma.

Em Canaã, o homem começa a desfrutar das inescrutáveis riquezas de Cristo, sem restrições. Viveu a circuncisão de si mesmo e do mundo. Agora está livre da lei, e, portanto, entrou no repouso que é Cristo. Inefável graça!

Fonte: Águas Vivas

“Corrigindo as motivações”

Mateus 8:18-22.

Quando os homens tentam seguir ao Senhor, devem corrigir as suas motivações. Nesta passagem de Mateus encontramos a dois personagens, um que quer seguir ao Senhor, e outro que já é seu discípulo. Ambos tinham motivações incorretas, que o Senhor corrige.

O primeiro queria ser discípulo, mas ele procurava crescer naquilo. Diz-lhe: “Mestre, te seguirei por onde quer que vá”. O Senhor conhecia o que havia no coração deste homem. As suas palavras soavam muito bem, mas o coração não estava bem. Não há nenhum homem natural que possa dizer essas palavras sem um interesse pessoal, porque o homem é egoísta por natureza.

Este homem queria segui-lo para melhorar a sua sorte. Um Mestre que fazia milagres, que curava doentes, era um Mestre perfeito para fazer-se rico, ou alcançar honra. Por isso, o Senhor lhe diz que “o Filho do Homem não tem onde recostar a sua cabeça”. Assim, o Senhor, que conhece o que há no coração do homem, corrige as motivações deste homem.

Qualquer que queira ser discípulo de Cristo, deverá aceitar que a sua sorte não seja melhor que a do seu Mestre, o qual não tinha bens neste mundo, nem sequer um lugar onde dormir.

O segundo que se aproxima do Senhor já era um discípulo, mas este ainda tinha muito vivo os seus afetos familiares. Diz-lhe ao Senhor: “Senhor, permita-me que vá primeiro e enterre o meu pai”. Ele queria deixar momentaneamente o Senhor para ir atender os seus pais; sua missão de filho estava em primeiro lugar. Mas o Senhor corrige essa motivação, porque sempre ele deve ocupar o primeiro lugar. Se não ocupar o primeiro, não ocupará nenhum.

Há muitas coisas que ocupam o coração do homem, e que lhe impedem de deixar o Senhor ocupar o lugar central dele. Neste caso era o afeto filial, mas também pode ser o afeto fraternal, o afeto conjugal, ou paternal, etc. Pode ser também o amor às riquezas, ou à honra social.

Não importa que se trate disto ou daquilo, o Senhor exige ocupar o primeiro lugar no coração daquele que queira ser seu discípulo. Desta maneira ele poderá dizer-lhe ‘Senhor’ sem que esta palavra seja uma mentira em sua boca. Há muitas coisas no coração do homem que são más, mas o próprio homem o ignora. O que faz o Senhor? Corrige as suas motivações, dizendo a cada qual o que precisa ouvir, para dar-se conta do que há em seu coração.

Que coisas o Senhor quer dizer a você? Que coisas o Senhor quer corrigir em você? Deixe-se examinar pelo Senhor, para que ele avalie o que há, para que você possa chegar a ser um discípulo verdadeiro.

Fonte: Águas Vivas

Blog no WordPress.com. | Tema: Motion até volcanic.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 542 other followers