Archive for setembro, 2011


The Earth is Yours – Michael Gungor

A Terra é sua

Sua voz troveja
Os carvalhos começam a torcer
Os sons da floresta com cedros quebrar
As águas Te ver e começar a sua se contorcendo
Das profundezas uma música está crescendo
Agora é crescente a partir do solo
Santo, Santo
Santo, Santo Senhor
A terra é sua e cantando
Santo, Santo
Santo, Santo Senhor
A terra é sua
A terra é sua
Sua voz troveja
O chão está tremendo
Nas poderosas montanhas poderosas agora estão tremendo
Você vê a criação
E começa a compor
Os campos e as árvores começam a alegria.
Agora é crescente a partir do solo
É crescente a partir do solo
Nos ouvir clamando
Nos ouvir clamando

“Dele, por ele e para ele”

Romanos 11:36 diz: “Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas”. Colossenses 1: “Porque nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por meio dele e para ele”. O que Deus disse em Romanos é dito também do Senhor Jesus Cristo em Colossenses, porque, evidentemente, ele é Deus. Apocalipse reforça o mesmo ao dizer: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, disse o Senhor” (1:8). Alfa era a primeira letra do alfabeto grego, no entanto o Ômega era a última. Tudo teve o seu começo, e tudo tem o seu fim.

Mas isso não é assim somente na obra da criação, o é também na obra presente de Deus. Tudo deve começar nele para que ele o reconheça como seu. Da mesma forma, tudo tem que ser para ele para que tenha a motivação correta. O que surge do homem não procede daquele que é o Alfa; o que glorifica o homem, não tem como fim aquele que é o Ômega.

Há muitas coisas que fazemos para Deus que se originam em nós. Sem dúvida, elas não terão como fim a Deus. Uma das coisas mais difíceis para um servo de Deus é esperar em Deus sem fazer nada por si mesmo. Nesta espera, muitas coisas surgirão em sua mente que exigirão a sua realização. Será necessário, então, uma firme vontade para esperar até que Deus comece algo, para só então seguir-lhe em sua obra. Os profetas e mestres de Antioquia não fizeram nada, a não ser ministrar ao Senhor. E esperaram até que ele tomou a iniciativa; então eles puderam colaborar com Deus em sua obra (Atos 13).

Aquilo que começa em Deus é seguro; de modo que os servos de Deus podem participar deles com absoluta confiança e certeza. Isso não se desvanecerá com o tempo, nem será sem fruto. Mas, isso que começa em Deus não trará glória para o homem. Será “para ele”.

Mas há algo mais. Não somente o começo e o fim, mas também o meio –o modo de se fazer– e os recursos para fazer a obra de Deus hão de ser seus. Na hora de fazer a obra de Deus também temos que negar a fonte natural, os recursos do homem. Cristo é a origem, o meio, e o fim de toda obra de Deus. Para reconhecer se uma obra é de Deus ou não, podemos perguntar-nos, então, qual foi a origem de tal coisa, qual são os recursos utilizados para a sua realização, e qual é o fim daquilo; para que, ou para quem.

Se nossa obra não resistir esta análise, então a sua procedência é duvidosa, a sua qualidade depreciável, e o seu fim mesquinho. Necessitamos esperar em Deus, até que se esgote a nossa criatividade e nossas forças, e até que as nossas motivações sejam purificadas! Tudo tem que proceder dele, ser por meio dele e para ele!

Fonte: Águas Vivas

Gungor “You Have Me”

“Eu, o meu pior inimigo”

Às vezes costuma acontecer que entre os filhos de Deus existe uma tendência de culpar o maligno e os seus ataques por todas as coisas que lhes acontecem e os angustiam. No entanto, temos que lembrar algo que já sabemos: que o maligno está vencido (1ª João 2:13). Quando o nosso Senhor Jesus Cristo morreu, venceu a morte e aquele que tinha o império da morte (Hebreus 2:14). É certo que Satanás anda hoje em dia rugindo como leão, procurando a quem devorar (1ª Pedro 5:8), mas, para aqueles que são nascidos de Deus, e que não praticam o pecado, ele não os pode tocar, porque o Senhor os guarda (1ª João 5:18). Está escrito!

Portanto, embora sempre tenhamos que estar alertas às artimanhas do diabo, nosso principal luta hoje em dia não é contra Satanás. Na realidade, há outra esfera onde devemos olhar com especial cuidado. Hoje nossa maior luta é contra nós mesmos, contra a nossa natureza adâmica, a qual arrastamos dia a dia, e a qual devemos nos negar constantemente. É preciso que nos despojemos de nós mesmos, renunciando assim à impiedade e aos desejos mundanos “da nossa carne” (Tito 2:12). Só assim obteremos mais e mais de Cristo. Só menosprezando as nossas vidas, seremos vencedores (Ap. 12:11).

Às vezes culpamos Satanás dos nossos próprios enganos, e lhe atribuímos os sofrimentos que experimentamos por nosso próprio pecado. Na verdade, o nosso principal inimigo somos nós mesmos. Muitas vezes nos deixamos enganar por nossa suposta “bondade”. Cuidado! Enganoso é o coração do homem, quem o conhecerá? (Jeremias 17:9). Nem sequer nós mesmos podemos conhecer os nossos corações e a sua intenção, assim não confiemos nele. O Senhor é quem esquadrinha a nossa mente e prova o nosso coração (Jeremias 17:10). Por isso, os Provérbios de Salomão nos aconselham: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o seu coração”. E onde poderemos guardá-lo? Em Cristo, só em Cristo!

Por isso é que Paulo aconselha a Timóteo, dizendo: “Tenha cuidado de ti mesmo” (1ª Timóteo 4:16). Como um sinal de alerta lhe diz: “te cuide, não te deixe enganar”. Isto também é válido para nós, não aconteça que enganemos a nós mesmos. É urgente que nos despojemos do velho homem (Colossenses 3:7-10) com tudo o que ele acarreta, inclusive aquilo que nós consideramos “bom”. Em nós não há nada bom, podemos ver? Somente Cristo em nós, ele é bom.

Não nos deixemos enganar pelos nossos corações, mas sejamos renovados no espírito da nossa mente, nos vestindo do novo homem (Ef. 4: 22-24).

Fonte: Águas Vivas

“O desânimo”


Conta-se que certa vez Satanás fez um leilão das ferramentas com que fazia a sua obra. Havia muitas à venda, e muito eficazes, mas uma delas tinha um letreiro que dizia: “Não vendo”. Quando lhe perguntaram a respeito disso, disse: “Essa é a única ferramenta que não venderia por nada do mundo, porque é a que nunca me falha”. Era o desânimo.

Muitas vezes Satanás ataca os filhos de Deus com esta poderosa arma, e eles são vencidos uma e outra vez. Os fracassos se multiplicam. Parece-lhes que estão condenados a um permanente fracasso, que não vale a pena seguir adiante, que Deus se esqueceu deles. Enfim, de muitas e por diversas maneiras vem o desânimo.

Entretanto, Deus tem uma mensagem para eles. As palavras de Deus a Josué são um eficaz encorajamento para um cristão em tal situação. O Senhor disse a Josué no primeiro capítulo de seu livro, uma e outra vez: “Sê forte e valente!” (vers. 6, 9, NVI); o mesmo reitera o povo a Josué (v. 18). Qual é a razão para ser forte e valente? “Porque o Senhor seu Deus te acompanhará por onde quer que vá” (v. 9).

Sem dúvida, esta é uma poderosa razão para sentir-se forte e valente. Jeremias dava testemunho disto também ao dizer: “Mas o Senhor está comigo como um poderoso gigante; portanto, os que me perseguem tropeçarão, e não prevalecerão; serão envergonhados em grande maneira, porque não prosperarão; terão perpétua confusão que jamais será esquecida” (20:11).

À vista disso, no Novo Testamento, esta promessa ainda está em pé, e até com maior gloria. “…fortalecei-vos no Senhor (lit. sede cheios de poder), e na força do seu poder” (Ef. 6:10). Ali, nas palavras ditas a Josué, Deus se comprometia a estar com Josué (o mesmo com Jeremias), mas aqui a promessa é que o crente estará no Senhor. Não só com o Senhor, mas também no Senhor.

Paulo diz que a nossa vida está escondida com Cristo em Deus (Col. 3:3). Estar em Cristo (e escondido nele) é uma maravilhosa realidade. É mais que uma promessa, é uma bendita realidade. Quando as armas de Satanás arremetem contra nós, que consolo fiel é sabermos que estamos amparados em Cristo! Ali somos fortes, porque a sua força está em nós; ali somos valentes, porque a sua valentia permanece em nós.

Podemos ser fortes nele e valentes nele. As palavras do Senhor a Josué ressonam firmes e animadoras para nós hoje: Sê forte e valente! Porque vós estais nele e ele em vós, podeis ser fortes e valentes. Porque para vencê-los, Satanás teria que vencer a Ele primeiro. Porque a vitória já foi obtida na cruz, de uma vez e para sempre. Porque, ainda que não sejamos nada, Ele é tudo em nós. Se enchergarmos isto, a mortal arma de Satanás –o desânimo– já não terá mais poder em nós.

Fonte: Águas Vivas

“O pecado básico”

Como chegou o homem a ser essencialmente mau? A resposta cristã a esta pergunta –como expõe C. S. Lewis– se encontra na doutrina da queda. Segundo tal doutrina, o homem de hoje é um horror para Deus e para si mesmo, uma criatura mal adaptada ao universo, não porque Deus o fizesse assim, mas sim porque ele mesmo se fez ao abusar de seu livre-arbítrio.

Deus é bom, e fez boas todas as coisas, e uma das coisas boas que fez é o livre-arbítrio das criaturas racionais. Mas, pela mesma natureza do livre-arbítrio, este incluía a possibilidade do mal. E as criaturas, valendo-se dessa possibilidade, fizeram-se más.

Pois bem, o primeiro pecado foi essencialmente o pecado de desobediência. Não um pecado social, mas sim pessoal; não contra o próximo, mas sim contra Deus. E dessa desobediência procedeu do orgulho. Santo Agostinho o tem descrito como a tentativa da criatura de estabelecer-se a si mesmo, de existir por si mesmo.

Quando a criatura ficou consciente de seu eu, como alguém distinto de Deus, surgiu a alternativa de escolher entre Deus e o eu. Diariamente cometem este pecado as pequenas crianças e os camponeses ignorantes, da mesma maneira que as pessoas mais sofisticadas: é a queda em cada vida individual, e cada queda de cada vida individual; o pecado básico atrás de todos os pecados individuais. Ao longo de todo o dia, e todos os dias de nossa vida, deslizamos, escorregamos, nós caímos diante de Deus.

Mas Deus não pode nos ter feito assim. Este gravitar longe de Deus, sempre voltando para o eu, deve ser um produto da queda. Este desejo de independência, de ter algo meu, como diferente do Seu; este “ser dono de sua própria vida”; este desejo de ser substantivo, quando só se é adjetivo; esta grande obstinação da criatura de querer ser deus, é o pecado da queda. Só a existência de um eu inclui desde o começo o perigo da auto-idolatria.

Este pecado foi muito horrendo, visto que as conseqüências foram tão terríveis. O espírito humano deixou de ter pleno controle de seu organismo, por causa que se rebelou contra a fonte de seu poder. Dali a deterioração se fez extensivo a todo seu ser, e a toda a espécie. Longe de Deus, o homem se converteu em seu próprio ídolo. Daí que o orgulho e a ambição, o desejo de ser adorável a seus próprios olhos e abater e humilhar a todos os rivais, a inveja, a incansável busca de mais e mais segurança, foram agora as atitudes que com maior facilidade se via. Uma nova classe de homem, nunca criada por Deus, que passou à existir através do pecado.

Assim, nossa condição atual se explica pelo fato de que somos membros de uma espécie malograda. Portanto, o maior bem para nós em nosso estado atual, deve significar principalmente um bem reparador ou corretivo. É neste contexto de reparação ou correção, que a dor tem a sua parte.

Fonte: Águas Vivas

“Fruto que permanece”


“Não me elegestes vós a mim, mas sim eu vos elegi a vós, e os tenho posto para que vão e deis fruto, e o vosso fruto permaneça…” (Jo. 15:16).

Estas palavras do Senhor Jesus estão inseridas em seu discurso da Videira verdadeira. A alegoria é bela, didática, e o ensino espiritual a respeito da união indestrutível entre Cristo e os seus flui singela e fácil de compreender.

O Senhor Jesus é a Videira e nós os ramos. O Pai nos pôs na Videira verdadeira para que demos fruto, muito fruto. Entretanto, não são os belos cachos de uvas o fruto mais estimado de um ramo, mas sim o vinho.

Por isso, nas Escrituras não se concebe uma vinha sem lagar. Do mesmo modo, por exemplo, em Isaías 5:2, quando o Senhor compara a Israel com uma vinha. Quando o Senhor diz nesta alegoria de João 15: “Seu fruto permaneça”, provavelmente não se refere a uva –que é passageira, pouco durável– mas sim ao vinho, porque o vinho, quanto mais antigo, é melhor. O vinho alegra o coração; assim também, o fruto de um crente unido à Videira é motivo de gozo em todos os que lhe conhecem.

O ramo é podado anualmente, o qual lhe permitirá dar mais e melhor fruto no próximo ano – melhores e mais uvas, para um melhor vinho. Quando é podado, ele sofre, e literalmente, chora. Tiram-se dos ramos os ramos imprestáveis, e se permite assim que a Videira concentre suas energias naquilo que dá fruto, e o sol faz melhor seu trabalho na maturação.

Quando o Senhor disse esta alegoria ele devia estar pensando também no lagar – embora não o mencione. O lagar é o lugar onde as uvas morrem, e se convertem no produto final que o lavrador deseja. O lavrador desfruta do dia em que sua vinha está passando pelo lagar, pois dali sairá a maior riqueza que lhe pode dar.

Entretanto, os ramos ficaram nus, e seu fruto deve passar pela morte. Assim também é na vida cristã. Só o que sai da morte é produto da ressurreição. O belo cacho de uvas não conhece a morte – por isso seu valor é limitado. Pode oferecer um grato aspecto, e ser doce ao paladar, mas esse não é o fim esperado pelo Lavrador. O que alegra verdadeiramente o coração é o que sai do lagar. O lagar é lugar de silêncio e de dor, onde todo o que é nosso desaparece.

O Senhor teve seu próprio lagar: Getsemani, que significa “prensa de azeite”, o lugar onde as azeitonas são espremidas para converter-se em azeite. Ali sofreu as angústias da alma no momento de render-se à vontade do Pai. Logo veio a cruz, onde bebeu, também na morte física, o gole amargo que o Pai lhe deu a beber.

O fruto da videira que permanece não é a uva, mas sim o vinho. E o vinho nos fala de morte, e é anunciador de ressurreição. Não desesperemos quando os dores da morte estiverem nos atravessando a alma. A aurora da ressurreição já se anuncia, e nosso Pai será glorificado no fruto que virá.

Fonte: Águas Vivas

Jonathan David Helser – Abba

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